JEREMOABO: A LEI NÃO CHEGA - MORADORES SOFREM COM DESORDEM
Fonte; JV PORTAL
RP: 9291/BA

Jeremoabo pede socorro. O que deveria ser uma cidade tranquila, de respeito e convivência harmoniosa, começa a dar sinais preocupantes de desordem e falta de autoridade. Situações como a registrada neste fim de semana são inadmissíveis e refletem um cenário que precisa ser urgentemente enfrentado.
Desde o sábado, moradores das imediações da Praça do Forró foram obrigados a conviver com um verdadeiro desrespeito ao direito básico do descanso. Um “capeteiro” manteve som automotivo em altíssimo volume durante toda a madrugada, avançando até às 5:30 da manhã, tirando o sossego de famílias, idosos, trabalhadores e crianças que ali residem.
Não se trata apenas de incômodo, mas de uma afronta direta à ordem pública. Quando episódios como esse se repetem sem qualquer tipo de intervenção ou punição, cresce na população a sensação de que vale tudo, de que não há regras a serem seguidas.
Jeremoabo não pode se tornar uma cidade sem lei e sem ordem. É preciso que as autoridades competentes atuem com firmeza, garantindo o cumprimento das normas e, acima de tudo, o respeito ao cidadão de bem.
À medida que se aproximam os festejos da tradicional Cavalgada de São Jorge, um problema antigo volta a preocupar moradores das proximidades da Praça do Forró, em Jeremoabo: a completa falta de estrutura básica para receber o público.
Sem a disponibilização de sanitários químicos, o que se vê é uma cena de total desrespeito. Paredes de residências têm sido transformadas em verdadeiros sanitários a céu aberto, expondo famílias a situações constrangedoras, mau cheiro e riscos à saúde.
A falta de coletor de vidros em diversos pontos da cidade vem trazendo consequências preocupantes, e uma delas é a presença constante de garrafas quebradas e espalhadas pelas ruas.
Em meio ao descaso, pedaços de vidro se tornam um verdadeiro perigo para a população. Crianças, idosos, ciclistas e até motoristas estão expostos ao risco de acidentes, podendo sofrer cortes graves ou até prejuízos materiais, como pneus furados. O que deveria ser um serviço básico, acaba se transformando em um problema de saúde pública e segurança.
Hoje, pela terceira vez, me deparei com uma situação revoltante e inaceitável ao lado da minha própria casa. Um casal foi flagrado mantendo comportamento totalmente inadequado em via pública, demonstrando a falta de respeito que vem tomando conta de alguns espaços da nossa cidade.
Dessa vez, a cena envolvia uma jovem em atitude íntima, em plena área residencial, expondo moradores a um constrangimento desnecessário. Ou seja, a jovem, estava molhando o "coentro".
O que deveria ser um ambiente familiar e tranquilo está se transformando em palco de situações que ferem a moral, o respeito e a convivência social.
E o mais preocupante: quando buscamos ajuda, muitas vezes ela não vem. Há relatos de moradores quanto a ligações feitas para a polícia que sequer são atendidas. Por outro lado, a Guarda Municipal, mesmo quando acionada, não possui poder ou autonomia suficiente para agir com a firmeza que a situação exige.
Não se trata apenas de indignação pessoal, mas de um apelo coletivo. Nenhum cidadão é obrigado a conviver com esse tipo de situação à porta de casa. Jeremoabo precisa de mais ordem, mais respeito e, sobretudo, de ações concretas das autoridades para garantir a tranquilidade da população.
O direito de um termina quando começa o do outro. E o que os moradores pedem é simples: paz, respeito e o direito de descansar em suas próprias casas.
Além da desordem que já preocupa a população, os moradores ainda enfrentam diariamente dificuldades no simples direito de ir e vir. O que deveria ser um espaço coletivo, garantido a todos, tem sido tratado por alguns como propriedade particular.
Calçadas ocupadas, ruas parcialmente interditadas e obstáculos colocados de forma irregular acabam obrigando pedestres a se arriscarem no meio da via, dividindo espaço com veículos.
Mais do que um obstáculo físico, andar entre as mesas se torna um verdadeiro fator constrangedor. Pedestres se veem obrigados a pedir licença a todo instante, desviando de pessoas, interrompendo conversas e, muitas vezes, sendo observados como se estivessem invadindo um espaço que, na verdade, é público. Essa inversão de papéis gera desconforto e tira a liberdade de quem apenas deseja seguir seu caminho.
Idosos, pessoas com deficiência, mães com crianças e qualquer cidadão acabam expostos a situações desnecessárias, tendo que se equilibrar em espaços apertados ou até mesmo descer para a rua, colocando sua segurança em risco.
O espaço público deve ser de livre circulação, e não um ambiente de constrangimento. É fundamental que haja bom senso por parte de quem utiliza esses espaços para fins comerciais, respeitando o direito coletivo. Circular com dignidade não pode ser um desafio diário para a população.