POR QUE A LEI DO SILÊNCIO NÃO FUNCIONA EM JEREMOABO?
Fonte: JV PORTAL / JEREMOABO TV
RP:9291/BA

Em Jeremoabo, a chamada Lei do Silêncio existe no papel, mas na prática não funciona como deveria. O que se vê diariamente é o desrespeito constante ao direito básico da população ao descanso, à tranquilidade e à qualidade de vida
Som alto em residências, bares, carros de som, paredões e eventos improvisados atravessam altas horas sem qualquer fiscalização efetiva. Idosos, crianças, trabalhadores, pessoas doentes e até clínica de animais sofrem com a poluição sonora, enquanto a lei que deveria protegê-los permanece inoperante.
O que a Major Lilian da Polícia Militar esclarece no vídeo?
Major Lilian
Diante do vídeo divulgado
pela Major Lilian, da Polícia Militar do Estado da Bahia, fica uma indagação
que ecoa entre os moradores de Jeremoabo: afinal, como explicar as orientações
apresentadas, se a Polícia Militar que atua no município é a mesma Polícia
Militar do Estado da Bahia?
Se a corporação é única,
regida pelas mesmas normas, leis e diretrizes em todo o território baiano, por
que em Jeremoabo a atuação parece diferente do que é esclarecido no vídeo? Por
que determinadas ações, especialmente no que diz respeito à fiscalização, ao
cumprimento da lei e à garantia da ordem pública, não são percebidas pela
população local?

A sociedade Jeremoabense não
questiona a instituição Polícia Militar, que tem papel fundamental na segurança
pública, mas busca compreender por que, na prática, muitas orientações que
valem para o Estado da Bahia não se refletem no dia a dia do município.
Senão vejamos: quando
acionamos à polícia ou mesma a guarda municipal essa sem qualquer autonomia para
autuação, respondem aos questionamentos, que nada podem fazer porque os
infratores estão de posse de um alvará. Indagamos: como uma autorização para
o evento chamado alvará, se sobrepõe à Lei Orgânica do Município, Lei Orgânica do Estado e a Constituição
Federal? Resposta: só em Jeremoabo!!!

Em Jeremoabo, além da poluição sonora, cresce a
impressão de que alguns donos de bares, restaurantes e estabelecimentos similares
não enxergam mais as vias públicas como espaços de uso coletivo. Ao ocuparem
calçadas, ruas e praças com cadeiras, mesas e pula-pula de forma contínua e
desordenada, parecem apenas aguardar uma autorização informal ou a omissão de
algum órgão competente para, de fato, se tornarem “proprietários” do que é
público.
O vídeo da Major Lilian abre espaço para um
debate necessário: a lei é a mesma, a polícia é a mesma, mas a atuação parece
não ser. Cabe, portanto, um esclarecimento mais direto à população de
Jeremoabo, que clama por coerência entre o que é dito oficialmente e o que é
vivido nas ruas.
JEREMOABO TV - JUNTO A VOCÊ !!!
VÍDEO

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